terça-feira, 26 de abril de 2011

Silent Hill: Shattered Memories

Durante muito tempo o PSP estave carente de um bom jogo de terror psicológico, posição vaga desde o "The End" obtido justamente em Silent Hill Origins. E quem não gosta daquelas sensação de tensão, de tentar antecipar o que está por vir, de estar envolto em uma história cheia de bizarrices e de personagens mal resolvidos. Desde o primeiro episódio, Silent Hill nos fornece isso em maior ou menor qualidade, mas nesse Shattered Memories (remake do original para PS1) existe algo que faz dele rival de igual potencial ou até de maior destaque que o primeiro.
O trabalho dos criadores é louvável no que diz respeito a imersão. É impressionante como alguns novos recursos fazem diferença e conseguem te fazer mergulhar de vez naquilo que aparece na tela. O grande responsável por isso nesse caso é o celular de Harry Mason, não só um simples adereço, mas um artifício essencial para a caminhada do personagem. As ligações, os SMS's, o GPS, a câmera, tudo vira recurso na hora de conseguir pistas sobre o desaparecimento de Cheryl e sobre seu próximo passo.
A nova mecânica de jogo também é sensacional, aumentando o sentimento de fragilidade do personagem e tornando tudo mais crível. Se antes era possível bancar o valentão e combater as criaturas através de tiros, pauladas e confrontos mano a mano, aqui só resta a fuga. Com apenas uma lanterna na mão só nos resta o bom e velho "sebo nas canelas" e muita sorte pra conseguir sair ileso dos pesadelos que se formam sem explicação ao redor de Harry.
A nova estética desenvolvida por sinal (e muito bem vista quando dos pesadelos de Harry) é soberba! Confesso que adorava aquele sinal sonoro bizarro que alardeava o caos por vir em forma de sangue, carne e ossos da Silent Hill alternativa do primeiro jogo, mas a lenta e dolorosa transformação de tudo e todos ao redor de Harry em gelo, com o perdão do trocadilho, é de fazer gelar a espinha.
Os múltiplos finais característicos da série estão presentes (bem como o clássico final do UFO), então o fator replay do jogo é bastante grande e confesso que se você não ficar contente com o "seu final", vale a pena dar mais uma chance ao jogo, pois posso garantir que o final que obtive antes de escrever este review, não fica devendo em nada à grandes reviravoltas como a do filme "O Sexto Sentido". Seja bem vindo de volta à Silent Hill.

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